Segundo Ramesh Balsekar, discípulo maior de Nisargadatta, o númeno — pura subjetividade — não é consciente de sua existência. Tal consciência de sua existência vem somente com o surgimento da consciência — Eu Sou. Em outras palavras, Consciência-em-repouso não é consciente de sua existência até que haja «um natural mas súbito movimento dentro de dela mesma». Se torna consciente dela mesma como Eu Sou. Este súbito movimento é conhecido por vários termos tais como Omkar (o som primordial) na literatura Vedanta, e talvez como o Big Bang da astronomia.
O surgimento espontâneo do Eu Sou (como um movimento na Consciência) é o sentido da existência, o sentido da presença. Traz simultaneamente e concorrentemente o aparecimento na consciência da manifestação fenomenal. A manifestação fenomenal necessita «certas condições fenomenais pressupostas» sem as quais tal manifestação não seria possível. A totalidade e equanimidade do númeno subjetivo (Consciência-em-repouso) aparentemente divide-se na dualidade de um pseudo-sujeito e um objeto observado. Cada objeto senciente fenomenal então assume a subjetividade como um «mim mesmo» em referência a todos os demais objetos como «outros». As objetificações desta dualidade necessita a criação aparente de conceito gêmeos de «espaço» e «tempo». Espaço é necessário para o volume dos objetos ser estendido. Tempo (duração) é necessário para as imagens fenomenais estendidas no espaço serem percebidas, cognoscidas e medidas em termos da duração de existência de cada objeto e evento.